"O bom leitor lê o que se escreve nas linhas, o pesquisador, as entrelinhas."
Flanklever

domingo, 25 de março de 2012

Alimentos mais Consumidos em Portugal

Roda dos Alimentos
(Fonte:http://rodadosalimentos.com/artigos/roda-dos-alimentos)
A Roda dos Alimentos é uma ferramenta de trabalho e de educação alimentar que constituída por uma imagem ou representação gráfica que ajuda a selecionar e a combinar os alimentos que deverão fazer parte da alimentação diária. É um símbolo em forma de círculo que se divide em segmentos de diferentes tamanhos, que se designam por Grupos e que reúnem alimentos com propriedades nutricionais semelhantes. A Roda dos Alimentos Portuguesa foi criada em 1977 para uma Campanha de Educação Alimentar “Saber comer é saber viver”. A evolução dos conhecimentos científicos e as diversas modificações na situação alimentar portuguesa levaram à necessidade da sua reestruturação. A nova Roda dos Alimentos agora apresentada mantém o seu formato original, pois este é já facilmente identificado e associa-se ao prato habitualmente utilizado. Por outro lado, e ao contrário da pirâmide, o círculo não hierarquiza os alimentos mas atribui-lhes igual importância. [Nova Roda dos Alimentos, 2001].
A Roda dos Alimentos não é utilizada como ferramenta para avaliação da exposição, mas sim como um resumo das recomendações de consumo de alimentos, embora as ingestões que de facto ocorrem se encontrem frequentemente desajustadas das indicações ali recomendadas, pelo que as quantidades ingeridas e a frequência da ingestão podem afastar-se do indicado. Tem, no entanto, a vantagem de ter sido concebida para a realidade nacional e de ter sido atualizada (2001), apontando a proporção relativa indicada de cada um dos grupos de alimentos.
A Roda dos Alimentos apresenta as seguintes divisões: Gorduras e óleos; lacticínios; carne, pescado e ovos; leguminosas; cereais e derivados, tubérculos; Hortícolas; Fruta.
Para evitar uma escolha baseada numa grande quantidade de produtos fez-se uma nova divisão da Roda dos Alimentos de acordo com o tipo de perigos associados a cada grupo. Passando-se de sete para cinco grupos. Agruparam-se num mesmo grupo os “cereais e derivados, tubérculos” e as “leguminosas”. Da mesma forma as “hortícolas” e a “fruta” passaram a constituir um só grupo em diante designado por “hortofrutícolas”.
A adaptação da roda assim realizada deu origem às seguintes divisões:
·         Gorduras e óleos
·         Lacticínios;
·         Carne, pescado e ovos;
·         Leguminosas, cereais e derivados, tubérculos;
·         Hortícolas + Fruta.

Num estudo realizado pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) estes recorreram à Balança Alimentar Portuguesa (BAP) do Instituto Nacional de Estatística (INE) para determinar a capitação global de cada um destes grupos de alimentos que a seguir se apresenta:

Tabela 1- Capitação anual de cada um dos grupos resultantes da nova divisão da roda dos alimentos

Grupo de alimentos
(Kg/pessoa/ano)
Gorduras e óleos
39,4
Lacticínios
126,5
Carne, pescado e ovos
132,8
Leguminosas, cereais e derivados, tubérculos
253,7
Hortícolas e fruta
231,0

Fonte: INE 2003

Tabela 2- Capitação Anual de “Lacticínios”

Lacticínios
(kg/pessoa/ano)
Leite

88,3
Iogurte e outros leites acidificados
17,2
Leite em pó
1,4

Queijo
10,1

Outros produtos derivados do leite
9,5
Total
126,5

Fonte: INE 2003

Tabela 3- Capitação anual de “Carnes, pescado e ovos”

Carnes, pescados e ovos
(Kg/pessoa/ano)
Carne e miudezas comestíveis
90,2
Ovos
9,1
Pescado
33,5
Total:
132,8

Fonte: INE 2003

Tabela 5- Capitação anual de “Carne e miudezas comestíveis”

Carne e miudezas comestíveis
(Kg/pessoa/ano)
Carne de bovino
17,0
Carne de suíno
32,2
Carne de animais de capoeira
28,3
Carne de ovino e de caprino
3,3
Outras carnes
3,3
Miudezas comestíveis
6,1
Total
90,2

Fonte: INE 2003

Tabela 6- Capitação anual de “Pescado”

<><><><><><>
                          Pescado       
(kg/pessoa/ano)
Peixe (fresco, refrigerado, congelado ou em conserva)

22,5

Bacalhau e outros peixes secos, salgados, fumados ou em salmoura

5,5

Crustáceos e moluscos (frescos, refrigerados, congelados ou em salmoura)

5,9

Total



33,5

Fonte: INE 2003

Tabela 7- Capitação anual de “Gorduras e Óleos”

Gorduras e óleos
(kg/pessoa/ano)
Gorduras sólidas
Manteiga
1,9
Margarinas e produtos similares
6,0
Banha, toucinho e outras gorduras
12,5
Gorduras líquidas
Azeite
6,1
Outros óleos vegetais refinados
129
Total
39,4

Fonte: INE 2003

Tabela 8- Capitação anual de “Leguminosas, cereais e derivados, tubérculos”

Leguminosas, cereais e derivados, tubérculos
(kg/pessoa/ano)
Trigo
109,6
Arroz
25,7
Milho
8,1
Centeio
4,2
Aveia e outros cereais
2,8
Batata
96,8
Outras raízes e tubérculos
2,2
Feijão seco
3,5
Grão-de-bico
0,8
Total
253,7

Fonte: INE 2003

Tabela 9- Capitação anual de “Hortícolas e fruta”

Hortícolas + fruta
(kg/pessoa/ano)
Maçã
29,8
Pêra
9,7
Pêssego
8,6
Uva de mesa
7,7
Outros frutos frescos
32,1
Citrinos
34,7
Frutos de casca rija
7,1
Tomate
19,8
Outros produtos hortícolas
81,5
Total
231,0

Fonte: INE 2003

Com a análise e interpretação das tabelas anteriormente apresentadas consegue-se ter uma noção alargada do que é mais consumido em cada grupo de alimentos em Portugal. Por vezes não temos a noção de quais são os alimentos preferidos dos portugueses com este tipo de estudos consegue-se retirar essa informação. O consumo de alimentos tem sempre associado a este perigos, é o tema que vou desenvolver na próxima publicação e quais as patologias associadas. É deveras importante ter essa noção, uma vez que sem alimentos não sobrevivemos mas também é importante percebermos porque é que por vezes ficamos doentes devido ao seu consumo.


Webgrafia:
·         Perfil de risco dos principais alimentos consumidos em Portugal. Disponível em http://www.fipa.pt/userfiles/file/i005411.pdf. Acedido em 20 de Março de 2012.
·         A nova roda dos alimentos. Disponível em http://www.gastronomias.com/roda-alimentos/roda_Alimentos.pdf . Acedido em 20 de Março de 2012.
·         Nova Roda dos Alimentos.  Disponível em http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/alimentacao/DGS+ANA.htm . Acedido em  20 de Março de 2012.


sábado, 17 de março de 2012

A atividade de um Técnico de HSA na K-med XXI

A atividade de um Técnico de HSA passa por várias saídas de campo para poder chegar até aos clientes e respetivos estabelecimentos.
A primeira auditoria ao local, passa por avaliar as características do estabelecimento, para esse fim recorre-se a um instrumento de trabalho que consiste numa check-list, esta incide maioritariamente em aspetos estruturais. Esta primeira visita tem como principal objetivo identificar e analisar os Pontos Críticos de Controlo (PCC´s). Posteriormente com a informação recolhida elabora-se um relatório com as medidas corretivas a serem implementadas, futuramente este documento é entregue ao cliente.
Depois realiza-se uma segunda auditoria que tem como objetivo a entrega dos Manuais relativos ao sistema de higiene e segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points-Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo).
As restantes auditorias, são realizadas com o intuito de verificar se as medidas propostas inicialmente estão a ser executadas, se as boas práticas de higiene são realizadas, e ainda se eventualmente existem outros aspetos que necessitem ser “retificados”.
A realização deste tipo de auditorias é essencial para um bom funcionamento, uma vez que ao estarmos em contato com o cliente conseguimos explicar-lhes o que está correto e o que não está, o porquê de não estar e o que pode fazer para melhorar. Nem sempre as medidas a aplicar são as mesmas depende muito do local onde estamos, das estruturas que cada um possui e a forma como se podem alterar para melhorar.
Caso não haja o acompanhamento indicado, os clientes não sabem como agir e não conseguem cumprir todos os cumprimentos que a legislação existente exige. O código de boas práticas contempla muitos aspetos e é importante que os proprietários e funcionários estejam sensibilizados para o seu cumprimento, metendo assim sempre o bem-estar dos consumidores em primeiro lugar.
A atividade de um técnico de HSA passa ainda pela Formação na área de Segurança e Higiene Alimentar e em alguns casos quando o cliente assim o pretende pela realização de análises aos alimentos, à água que abastece o estabelecimento, aos manipuladores de alimentos e às superfícies onde estes são preparados ou confecionados.
            São estas atividades que tenho desenvolvido nestas últimas três semanas e que vos vou explicar ao longo do estágio.
Na minha opinião o trabalho realizado na área de HSA na K-med XXI encontra-se bem organizado e estruturado, conseguindo sempre acompanhar com frequência os seus clientes prestando-lhes bons serviços e apostando na segurança e qualidade dos produtos que posteriormente chegam aos consumidores.
Para mim enquanto estagiária poder acompanhar estas atividades é ótimo, permite-me aprender e alargar os meus conhecimentos no que diz respeito à Segurança Alimentar passando da teoria que adquiri na escola para a prática que estou e estarei a adquirir enquanto estagiária na K-med XXI.


Legislação base na área de HSA:
“O presente decreto-lei visa assegurar a execução e garantir o cumprimento, no ordenamento jurídico nacional, das obrigações decorrentes dos Regulamentos (CE) n.os 852/2004 e 853/2004, ambos do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril, relativos à higiene dos géneros alimentícios e às regras específicas de higiene aplicáveis aos géneros alimentícios de origem animal, respetivamente, a seguir designados por regulamentos.”
“O presente regulamento estabelece as regras gerais destinadas aos operadores das empesas do setor alimentar no que se refere à higiene dos géneros alimentícios.
“O presente regulamento estabelece regras específicas para os operadores das empresas do sector alimentar no que se refere à higiene dos géneros alimentícios de origem animal. Estas regras complementam as previstas no Regulamento (CE) n.o 852/2004 e são aplicáveis aos produtos de origem animal transformados e não transformados.”